arte na periferia: NOSSO CAMINHO LATINO - SP A "TILE"

7 de setembro de 2007

NOSSO CAMINHO LATINO - SP A "TILE"

Há mais ou menos um ano estava lá no bar Binho tocando uma gaita no final do sarau. Quando desci do palco, venho o Seriginho Poeta euforico falando mil coisas sobre gaita, blues e BB King. Me puxou pra sua mesa e fomos tomar uma cerveja. Fiquei completamente encantado porque ja conhecia um pouco do trabalho dele como poeta e o admirava muito. Estavamos começando a nos conhecer e rolou muita sintonia no pensamento, mas eu estava pra descobrir ainda naquela noite que também rolava uma sintonia na ação.
Papo vai papo vem chegou o Binho e ficamos lá trocando idéias... até que rolou um papo sobre viagens (físicas) e o Gil pede então pra eu contar meu projeto para depois da faculdade. "vou subir o Brasil até o noderste a pé" sempre que eu dizia isso rolavam umas risadas e falas tipo: "essa cara tá louco". Mas nesse momento o Serginho e o Binho se olharam e quase que juntos disseram: "então vamos com a gente mano! nós vamos até Tihuana, a pé"...
Ficamos ali falando sobre essa viagem um tempão ainda, e saimos muito entusiasmados com a nova configuração do projeto. Daí em diante rolaram alguns poemas sobre a viagem e até um livro inteiro do Binho e Serginho chamado "DONDE MIRAS?".
Esse sonho tem sido ruminado lentamente, quase como um processo de destilação, e aos poucos muitas pessoas estão chegando pra somar. Lá naquele noite no bar haviamos dividido a viagem em três partes: SP a Chile / Chile até fronteira da Colombia com o Panama / e por fim do Panama até Tihuana onde se encontra o muro, que não temos a menor vontade de transpor. Nesse momento já dividimos um pouco mais e a primeira etapa será de SP a Curitiba em janeiro de 2008. Apesar das dificuldades que já tivemos e continuamos a ter, existem sinais que nos fazem acreditar mais e mais...
Ontem fui levar meu filho na escola lá no CEU Casa Blanca. Aquele perreio todo de quando a criança não quer ir pra escola e chora e chora e a gente se segura tentando explicar necessidades adultas que uma criança (ainda bem) não precisou entender ainda.
Quando estava voltando para o QG do arte na periferia, vi um objeto redondo perto de um bueiro, mas estava com os pensamentos a toda e fui passando. Contudo de repente me bateu uma curiosidade e olhei pra trás para ver de novo o objeto, parecia uma moeda, mas tava tão preto e sem brilho que não me convenci, mesmo assim voltei alguns passos atrás e peguei o objeto no chão.
Assim que peguei vi que era uma moeda mesmo, quando limpei-a para ver quanto era estava escrito: 100 PESOS - REPUBLICA DE CHILE.


Peu Pereira

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